Descrever o cotidiano é deveras difícil, entretanto falar do dia a dia com simplicidade e poesia é um dos objetivos deste blog. Desejo envolve-los em cada verso, em cada prosa, em cada conto, envolvendo a emoção do lidar, do ouvir do contar, do particular; mostrar o cotidiano nu e cru, como somos, ou melhor, como penso que sou, [...] a descrição destes momentos, a memória de experiências passada que deixaram marcas, marcas em minha alma que trago em forma de prosa e verso.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
NCC na Rede Unida e os depoimentos de todos sobre a Oficina - 2012
Depoimentos dos participantes sobre a oficina, momento mágico. Muito bom, mesmo podem conferir.
Elaine marcelina
NCC na Rede Unida e as Agentes Culturais: Elaine Marcelina e Leticia Nun...
Trabalho realizado na Universidade Moacir Bastos, em Campo grande para o Congresso da Rede Unida. Elaine Marcelina E Leticia Nunes, Agentes Culturais de Saúde, apresentando a oficina Mulheres incríveis.
ENTREVISTA ANNA CLARA ESCRITORA.avi
Esta é minha pequena Anna, uma das maiores produções de minha vida. Minha filha querida. Curtam e apoiem seus filhos em suas empreitadas. Este é meu apoio a mais nova escritora que conheço.
Elaine Marcelina
terça-feira, 24 de abril de 2012
Os imprevistos...
“SOMOS
SERES IMPREVISÍVEIS POR NATUREZA, O QUE NOS FAZ PASSAR A VIDA INTEIRA CORRENDO
RISCOS” (Martha
Medeiros)
Mas uma vez me pego a escrever
instigada pelo texto da Martha Medeiros “A cabeça dos outros”, porém desta vez
usei o texto na coletividade, pois estava preparada para dar uma aula de
promoção da saúde, e sempre inicio com música, tudo certo, pensei, mas ocorreram
imprevistos e meu amigo que estava com a música se atrasou, deu a hora de
iniciara, pensei vou usar o texto da Martha para reflexão e pronto, batata, deu
tudo certo, e pude fazer uma reflexão coletiva, desta vez sai da minha solidão,
o resultado foi maravilhoso, agora além de me levar a escrever os textos dela,
me auxiliam no trabalho. Penso que a escrita leva a diversos caminhos, e nem
sempre o escritor sabe a quem atingiu e nem como atingiu, o bom de tudo isto é
que estou mais uma vez descrevendo
minhas ideias, sentimentos e emoções.
Elaine Marcelina
Minha pequena....
CRIAÇÕES
DE ANNA
Menina
criativa
Crie,
invente, pinte
Sonhe,
escreva,
Menina
criativa
Seja
artista
Seja
alegre
Seja
feliz
Menina
criativa
Seja
criança
Seja
poetisa.
Elaine
Marcelina
Escrevendo...
A
ARTE DE ESCREVER
Tenho pensado em escrever tantas
coisas, mas uma delas é de fato importante para mim “conversando com Martha
Medeiros”, acabei de ler um texto dela e sempre me instiga a escrever. Estou em
um momento família, iniciou o ano e estou cheia de ideias, mas sei que o ano
novo nada mais é do que um noivo dia, um novo recomeço, é a chance que deus nos
dá de continuar, é a chance de reaprender, enfim de seguir um novo caminho. Meu
novo ano será repleto de amor, paciência, compreensão, superação, força, saúde,
paz e muito mais que a vida me oferecer, pois não me furtarei em aproveitar. A
vida é curta, mas as oportunidades são enumeras, a cada minuto temos uma chance
de mudar o rumo da prosa, o rumo do caminho, o rumo do amor, o rumo da
tristeza, o rumo da alegria, enfim, desta forma temos a oportunidade de
experimentar nossas possibilidades e nossos limites de sermos felizes.
Elaine Marcelina
Vivendo....
HOJE,
SÓ HOJE...
Resolvi ser eu, foi tão bom,
tomei minhas decisões sem pestanejar, amei e fui amada, a experiência foi boa,
vou tentar amanhã ser eu novamente, sei que sofrerei sanções, mas o preço não
será tão alto, pois terei vivido intensamente o hoje, o momento presente, o
amanhã só a Deus pertence, acordei coloquei a cabeça no chão, saudei meu pai
Iroko e o saldo foi positivo. Hoje plantei a semente de uma nova Elaine, vou
regar todos os dias com amor, coragem paciência, discernimento e força. Desta
forma crescerei uma árvore forte e quando o vento chegar, me balançara mais não
me derrubara. Axé, hoje e sempre!
Elaine Marcelina
terça-feira, 17 de abril de 2012
SUPERAÇÃO!!!!!!!!!!!!
“O LADO BOM DAS COISAS RUINS”
Lendo a
revista superinteressante deste mês, li esta frase, foi à capa da revista do
mês passado e fui lendo os comentários, e parei na minha vida, quase surto
diante de um problema, fico inerte por alguns instantes, mas no momento
seguinte tudo aquilo me dá uma força enorme, me move de certa forma até meus
objetivos e aí atinjo mais um ideal, seja qual for. Tenho muitos exemplos, mas
o mais forte deles foi quando fui demitida, em junho de 1999, meu mundo caiu,
um bom salário, estava construindo minha casa, tinha acabado de me separar e a
construção da casa significava, de certa forma, vencer sozinha, mas a vida me
trouxe aquele abacaxi pra descascar, bom como não foi escolha, foi imposição,
tinha que encarar e descascar, depois de muito chorar fui a luta, para resumir
levei quatro anos e 6 meses descascando aquele abacaxi, tempo em que levei para
ser reintegrada a FUNASA, nestes anos aprendi como sobreviver, cultivei e
ampliei minhas habilidades, aprendi muito, então esta transformação, me levou a
cursar uma universidade, me levou a passar num concurso, ser professora, enfim
depois de tudo, a hora de bater o abacaxi, isso feito, quando estava bebendo
este suco refrescante nasceu a Elaine escritora, essa que rabisca estas linhas
e mais, muitas vezes algumas pessoas dizem, escreva assim, escreva assado, você
fala só de você, tentei muitas vezes seguir as críticas que são válidas, mas
não dá porque escrever é um processo meio louco, mágico, místico, sei lá, então
dependo da vontade, da inspiração, da intuição que vem sempre e também da
emoção, de algo que acontece que te toca, te emociona, chama sua atenção, seja
com você ou com outrem, tem haver com o olhar que temos da vida, da impressão
do mundo, porque seja a olho nu, de binóculo ou lente estamos vendo a vida,
estamos nela, ou parte dela, e é assim pra mim. A vida me deu um abacaxi
gigante, o descasquei na unha, com muita dor e sofrimento, mais a cada lasca
tirada, a unha se partia, feria, e as marcas deixadas foram de superação, o
sentimento “eu venci, venci”, descasquei, bati e tomei o suco. Entretanto este
não foi o único, foi somente o maior, mas me deu certa prática, mas às vezes,
ele vem menor, nunca deixa de vir, nem deixará, porém todos os abacaxis são
desafios que a vida coloca diante de mim e sempre que consigo descasca-lo saio
mais fortalecida e amadurecida. Então a minha lente é esta, sabedoria para
resolver os problemas, sejam eles quais forem, eles vem para que a gente passe
por ele e aprenda a lição, lição que nem sempre queremos, mas temos de fazer,
fazer e vencer sempre.
Elaine
Marcelina
REFLETINDO....
O
ESPELHO DA VIDA, O ESPELHO DA ALMA
Hoje na aula de teatro, o
exercício me fez pensar em tudo que estava dentro de mim e que já deveria ter
tirado há anos, expulsei algumas coisas, mas outras, será preciso um tempo
maior, estão arraigadas, e quando abri os olhos, depois do exercício estava
diante do espelho pensei “espelho da vida, reflete minha imagem, mas o espelho
da alma esse que acabei de me ver, reflete tudo, todas as ações, a verdadeira
pessoa que sou, ou e que me transformei. Nem sempre a imagem que vemos diante
de nossos olhos, retrata nosso verdadeiro eu, o que somos de fato, o que
fizemos com nossas escolhas, os caminhos percorridos, enfim temos sempre que
olhar através de nós e perceber o que falta, se realmente falta algo, ou se o
que somos basta.
Elaine Marcelina
MEMÓRIAS DE FAMÍLIA....
NOSSA INFÂNCIA
IMAGEM: Elaine e Luciene na Fazenda do Viegas
FONTE: Foto
do álbum de família da autora
Esta foto me remete aos meus 6 ou 7 anos de idade,
estamos eu e minha irmã Luciene, no portão da Fazenda do Viegas, não me lembro
bem de quem tirou a foto, mas sempre que saiamos de casa era uma grande
aventura, pois não saiamos muito, a Fazenda ficava a uns cem metros de nossa
casa, mas aquele portão enorme de ferro, as árvores, dava uma enorme vontade de
entrar, mas acho que nunca entramos, mas ir pelo menos na entrada e a
imaginação de criança, pensar o que de fato tinha la dentro , era uma grande
viagem. E hoje quando olho aquela foto penso em tantas coisas, saudades da
infância, embora sofrida éramos unidos, minha avó Natalina era rígida, mas
amorosa, as histórias, eu pensava muito em ir morar com minha mãe, essa era
minha tristeza maior, mas mesmo assim sinto saudades daquele tempo, da minha
avó que não esta mais aqui e de tudo, as brincadeiras, sempre dentro de casa,
brincávamos pouco com os vizinhos, mas a magia da infância, a escola, as
colegas, lembro da Patricia e da Roberta, amigas da escola, eu estava sempre
com a Patricia, porque ela sempre tinha lanche pra dividir, e eu nem sempre
tinha, as vezes a Roberta queria sentar com
a Patrícia e eu não gostava, mas hoje penso em tudo isso e tenho essa
vontade de compartilhar esta fase de minha vida. Até as próximas lembranças.
Elaine Marcelina
A VIDA, COM ERROS E ACERTOS...
“COMEÇOU ERRADO, VAI ACABAR ERRADO”
Ouvi esta frase hoje secamente, foi uma punhalada, um golpe
certeiro que me dilacerou a alma, sabia que o fim estava próximo, tantas
contradições nas ações, ora amor, ora desamor, ora sexo, ora nada, ora carinho,
ora distância, enfim o misto de um de relacionamento torto, que talvez nunca
tivesse que ter começado e agora no auge de minha dor, uma dor monstruosa que
calou minha voz e secou minhas lágrimas, porém não minha mente, que esta viva e
a pleno vapor, mesmo que numa tentativa de não surtar, de entender o ocorrido,
não só o fato, mas tudo que foi dito e esboçar uma reação, mas desta vez fiquei
sem ação, atônita, porém desta vez reagir será olhar para dentro de mim e
buscar sabedoria para pular está fogueira e sair ilesa, sabendo ser impossível,
mas ao menos tentar minimizar as queimaduras e suas marcas que são eternas e
não só no corpo, também na alma.
Elaine Marcelina
MEMÓRIAS DE MARCELINA
CRIAÇÃO
DO BLOG “MEMÓRIASDEMARCELINA”
O
objetivo deste espaço é divulgar meu trabalho como escritora, mostrar o
processo que me levou a publicar meu primeiro livro, “Mulheres Incríveis”, a
criação do blog http://mulheresincriveis.blogspot.com.br/
, que
é um espaço onde escrevo não só sobre as mulheres que já entrevistei, de suas
histórias de vida, mas também utilizo para postar minhas pesquisas acadêmicas,
que na verdade foi o pano de fundo de toda esta descoberta da escrita e da
pesquisa, pois foi a partir do momento em que pesquisava “A mulher na
política”, para minha monografia do curso de História, que nasceu essa
inquietação com as palavras, uma vontade de por pra fora o que estava guardado.
Porém o processo não foi simples. Eu estava assistindo há um evento em Nova
Iguaçu, no ano de 2007, quando conheci Mãe beata de Iemanjá, e no seu discurso eloquente,
emocionado ela disse a seguinte frase “Quem não conhece sua raiz não chega ao
topo”, esta frase mexeu comigo e quis entrevista-la, o Marcelo Dias companheiro
do MNU, me apresentou ela e fiz a entrevista, mas não parou por aí, timidamente
escrevi meu primeiro texto “Gênero e ancestralidade”, mostrei ao Marcelo e ele
disse “gostei do texto, posso publicar na rede do MNU?”, disse sim, ele
continuou “você escreve bem”, e aí meus queridos esta frase me fortaleceu,
comecei a escrever tudo que pensava, mas nem sempre falava com ninguém, até que
fiz um texto sobre Mãe Arlene de katende, intitulado “Vinte minutos de cultura
e sabedoria”, aí eu já tinha mais alguns textos, conheci o senhor Salvador e
comentamos sobre a Arlete e disse que havia escrito um texto sobre ela, ele
quis ver, e vocês não vão acreditar levamos o dia todo esperando um amigo que
tinha uma coordenadoria, o Geraldo Magela, para vermos o texto, mas valeu a
pena, seu Salvador gostou muito, conversamos sobre escrever livros, sobre ele e
o projeto sobre Pedra Lisa, em Japeri e eu falava sobre terminar a monografia e
um dia escrever um livro. No dia seguinte recebi uma ligação do Seu Salvador,
“Elaine, tudo bem, vamos escrever o livro?”, eu disse, vamos, te ajudo no seu
projeto, ele disse “não, o seu livro, conversei com a editora ABRACE, onde sou
diretor e vou te levar lá”, quando desliguei não acreditava, a possibilidade de
um livro, enfim eu encarei o desafio. Fui com Seu Salvador levar os textos,
levei tudo manuscrito, e não foi aceito, tinha que ser tudo digitado, depois
fui enviando um por um, a editora me repreendeu, por favor, me mande tudo de
uma vez e no formato que quer o livro. Eu nunca tinha escrito um livro, e ai
decidi colocar os depoimentos das mulheres que usei na monografia, e os textos
que tinha e agora o título, pensei, pensei e surgiu “Mulheres Incríveis”, foi
quando decidi procurar mais duas mulheres para entrevistar e escrever mais
textos sobre as mulheres que me fizeram ser a mulher que sou hoje, minha mãe
que me deu a vida e minha avó Natalina que me criou. Bom esse foi o começo, não
parou por aí, mas aos poucos vocês vão conhecer a história que me trouxe ao
mundo literário e como me manter nele.
Elaine Marcelina
SOFRER É DESNECESSÁRIO
SOFRER
É DESNECESSÁRIO
Hoje
organizei várias coisas na minha vida, fiz planejamento e pensei no quanto
sofrer é desnecessário, às vezes passamos por situações constrangedoras por
pura falta de cálculo, habilidade com a vida, com o outro e vi que tirar um dia
para resolver pequenas coisas burocráticas nos dá uma enorme praticidade e
“controle” de certas pendências cotidianas. Seguir a vida, não basta só ir em
frente sem olhar a volta, sem perceber a vida à miude, enfim sua plenitude,
inclusive nas coisas pequenas, burocráticas, mas de extrema importância no
processo humano, este processo louco que criamos, e que por vezes é tão difícil
conviver nele, com tantas regras a seguir. A receita é: “planejar ações, pautar
seus objetivos e caminhar”, mas caminhar com atenção para não tropeçar num
simples obstáculo, que se observado a tempo, torna-se até um aliado, algo a seu
favor e não contra. Nesta lógica sofrer por pequenas coisas torna-se
desnecessário, aliás, sofrer deveria ser retirado da lista, em quaisquer circunstâncias,
como nem sempre é possível, que ele venha cada vez menos bater a nossa porta.
Elaine
Marcelina
sexta-feira, 6 de abril de 2012
A Arte de amar, nas coisas simples!!!
NOSSO AMOR:
CRESCE A CADA DIA, DESDE QUE ESTAVA EM MEU VENTRE!
DESENHADO A CADA DIA,
Nossa
história tem sido desenhada por nós e os traços estão mais firmes a cada dia,
PINTADO A CADA DIA,
Nas
aquarelas da vida, a cada dia com um tom, fazendo misturas de tinta até chegar
ao arco íris,
COSTURADO A CADA DIA,
Feito
colcha de retalho, e os tecidos são nossas experiências cotidianas, nossas
aventuras, nossos sonhos,
ESCRITO A CADA DIA,
Pelo
lápis da vida, porém não tem borracha, escreveu tá lá, foi! E se não for bom
tem que reescrever e se for bom basta transcrever, ir adiante fazendo
histórias,
PROFESSADO, A CADA DIA,
Nossa fé,
nossa religião, foi mais um momento único vivido por nós este ano, isso
fortaleceu a nós e ao nosso espírito, nos unindo cada dia mais, minha querida,
CONSTRUIDO A CADA DIA,
Pedra por
pedra, tijolo por tijolo, neste momento estamos com a mão na massa, fazendo o
alicerce de nosso amor, é a fase mais importante, é pra vida toda,
ENCENADO A CADA DIA,
“A vida
imita a arte”, é um bordão, embora de muitos significados. No tablado, no
palco, na cena, no teatro, lá colocamos tudo pra fora, vários personagens,
vários eus, várias energias transitam por nós e depois de uma aula, de uma peça
saímos mais leve, e aí querida, vamos estar mais prontas pra vida, e se a vida
nos pregar uma peça saberá improvisar, não seremos pegas de surpresa, e nunca
vamos saber quem imita quem, se a arte imita a vida ou se a vida imita a arte,
o que teremos a nosso favor é que sempre seremos protagonistas de nossa própria
história, jamais coadjuvantes, nada contra, mas nossa história de vida tem que
ser escrita, encenada, dirigida, produzida e patrocinada por nós.
VIVIDA A CADA DIA,
Por nós,
aprendendo, errando, acertando, tropeçando, acertando de novo, crescendo ao
longo da estrada, adquirindo experiência, maturidade, tudo no seu tempo, um
tempo sublime, porque a cada segundo, a cada minuto, a cada amanhecer temos a
chance de recomeçar, é só saber ouvir nossa voz interior, aquela que nos
sussurra a cada dia e nem sempre somos capazes de ouvi-la, de atendê-la, de
entendê-la, mas ela esta sempre lá nos guiando, ou sempre tentando nos mostrar
um novo dia, um novo amanhecer, um novo entardecer, um novo anoitecer, enfim
uma possibilidade de mudança constante, a qualquer momento, se assim quisermos,
ou desejarmos e se não, continuamos seguindo os mesmos passos, desde que, estes
não nos mutilem, não nos boicote, seremos então, sempre nós, vivendo sempre,
axé!!!
Elaine
Marcelina
Amor de mãe!!!!!!!!!!!!!!!!!
MÃE E FILHA, UNIDAS NA VIDA E NA ARTE.
Entrei o ano com o pensamento de estar mais
próxima de minha filha Anna, e nesta construção estava ir, mas vezes a escola,
dedicar mais tempo a ela, enfim planos de estar presente na vida de minha
pequena, que ao longo dos sete anos dela fui muito ausente por conta do
trabalho. Este ano quando fui a primeira semana de participação da família, ela
ficou radiante e percebi que estava no caminho certo, porém quanto mais doação
melhor. E hoje fui leva-la a primeira aula de teatro, ela ficou toda preocupada
e ansiosa para começar, mas neste interim, fomos conversando como nem sempre
fazemos em casa, porque estou estudando ou trabalhando, e percebi o quanto este
dia será importante para nós. Enquanto eu esperava por ela, ia pensando, “será que ela vai gostar?” Pensei em reservar
estes dias para nós, pensei nos lugares que programamos ir, como Planetário,
Petrópolis, Cristo, praia e vi o quanto tenho invertido o sentido de minha
vida, em troca do trabalho, dos sonhos, não tenho dado atenção ao que tenho de
mais puro e terno na vida, esta filha linda e carinhosa que Deus me deu. Aí
vieram os professores com ela, “sua filha é ótima, esperta, ela é 7,8”, termo
de teatro e perguntei tem pra adulto, disseram “sim, é agora até às 22h”,
perguntei Anna você aguenta a esperar a mamãe? Ela respondeu “sim mamãe, faz,
faz!, eu fiz e foi uma noite ótima, estou no teatro, ou melhor, fazendo teatro
e ela lá no cantinho. Na volta pra casa ela disse “muito bom mãe, o teatro, a
energia, saiu sua energia?” Ela perguntava por conta de um dos exercícios,
viemos as duas radiantes e ela disse “mãe o teatro é muito bom e agente fica
juntas desde 6horas até agora, né mãe? Pensei, nossa! O que estas 4 ou 5 horas
são capazes de fazer em nossas vidas e fui além, nós duas mais uma vez unidas,
somos escritoras, professamos a mesma fé religiosa, a vida e agora na arte,
isto me trouxe à estas linhas, um amor de mãe e filha sendo desenhado, pintado,
costurado, escrito, professado, construído, encenado, ganhando uma forma melhor
a cada dia.
Elaine Marcelina
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